MINISTÉRIO DA CIÊNCIA, TECNOLOGIA, INOVAÇÕES E COMUNICAÇÕES

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Interna

Redenamor participa do Barco Hacker.

      A equipe da Redenamor participou do Barco Hacker, uma experiência que busca conectar o entorno ribeirinho da cidade de Belém a pessoas interessadas em empreendedorismo, tecnologia, inovação e responsabilidade social. Uma oportunidade de conhecer pessoas, projetos e iniciativas interessantes e promissoras, que muitas vezes só necessitam de uma conexão para que se desenvolvam. É isso que o barco, comandado por Kamila Brito e sua equipe, propõe: “hackear” realidades diversas pelos rios da Amazônia e propor soluções aos desafios encontrados através da diversidade e conhecimento de cada um dos tripulantes dessa jornada.

      Esta foi a nona edição em dois anos de projeto e nela tivemos contato com Regina Cabral, Fellow da Ashoka – organização mundial sem fins lucrativos, pioneira no campo da inovação social – falando sobre educação na Amazônia; Agatha Martins apresentando a oficina prática do programa PENSE GRANDE da Fundação Telefônica Brasil. Através do jogo “se vira” os participantes tiveram que, em grupo, resolver diversos problemas apresentados com os recursos que tinham disponíveis, o que exigiu muita criatividade e trabalho em equipe;  Silvia Braga e Joanna Pagy da Seed de Belo Horizonte, única aceleradora no mundo de iniciativa do poder público, falando sobre criatividade, inovação e design thinking; e as paraenses do canal do youtube As Ousadas, levantando a discussão sobre empoderamento feminino. 


      Na chegada à Ilha das Onças, comunidade escolhida para contar a sua história, o grupo foi guiado pela professora Raimunda à duas realidades que aquela região enfrenta. A primeira é o projeto para gerar energia para a escola da ilha e renda para a comunidade, o barracão visitado possui 52 placas solares, armazenando energia em 24 baterias que deveriam facilitar as atividades diárias de professores e alunos, além de gerar renda para a população através de oficinas de corte e costura, artesanato ou mesmo para manter a fábrica de gelo, onde as máquinas não foram sequer usadas, pois a ilha não tem energia para as manter ligadas. O projeto feito há 4 anos somente funcionou a contento por um ano e meio e, por falta de verba, está parado.

      Conhecemos também o barco movido a energia solar, criado com o intuito de contribuir para a comunidade com o transporte escolar e dando suporte ao extrativismo, levando as encomendas para a cidade. O produto entregue do projeto que gerou o barco funcionou por pouco tempo na comunidade. Por não levar em consideração a realidade da comunidade que iria utilizá-la, o barco movido à energia solar, segundo os ribeirinhos, não é compatível com a navegação nos rios da Amazônia e uma adaptação custaria um preço muito elevado. A ideia é fazer o barco voltar a funcionar com investimento privado ou mesmo parcerias para gerar renda para a comunidade através do turismo.  


      Conhecer esses dois projetos embutiu nos participantes a necessidade de trazer melhorias, através do conhecimento e network de cada um, para a comunidade da Ilha das Onças, algumas ações foram planejadas e contatos foram feitos para levar a diante o objetivo desta jornada, que é usar as habilidades e aptidões de cada um para melhorar as realidades ao nosso entorno.

     A próxima edição do barco será em novembro e qualquer pessoa pode participar, acompanhe as atualizações nas redes sociais para fazer a sua inscrição.

Serviço

Barco Hacker

facebook: @barcohacker